Nao tinha medo, o tal Joao de Santo Cristo,
Era o que todos diziam quando se perdeu.
Deixou pra tra?s todo o marasmo da fazenda
Sa? pra sentir no seu sangue o a?dio que Jesus lhe deu.
Quando crianca sa? pesava em ser bandido,
Ainda mais quando com um tiro de soldado o pai morreu
Era o terror da cercania onde morava
E na escola ata o professor com ele aprendeu.
Ia pra igreja sa? pra roubar o dinheiro
Que as velhinhas colocavam na caixinha do altar.
Sentia mesmo que era diferente
E sentia que aquilo ali nao era o seu lugar.
Ele queria sair para ver o mar
E as coisas que ele via na televisao
Juntou dinheiro para poder viajar
E de escolha pra?pria escolheu a solidao.
Comia todas as menininhas da cidade
De tanto brincar de madico, aos doze era professor.
Aos quinze, foi mandado para o reformata?rio
Onde aumentou seu a?dio diante de tanto terror.
Nao entendia como a vida funcionava -
Discriminacao por causa de sua classe ou sua cor
Ficou cansado de tentar achar resposta
E comprou uma passagem, foi direto a Salvador.
E la? chegando foi tomar um cafezinho
E encontrou um boiadeiro com quem foi falar
O boiadeiro tinha uma passagem e ia perder a viagem
Mas Joao foi lhe salvar.
Dizia ele: -Estou indo pra Brasilia,
Neste paa |